Archive for the ‘Fisica, sua historia e ramos de atuação’ category

Hidrodinâmica

05/12/2010

A hidrodinâmica é uma parte da mecânica dos fluidos que estuda o escoamento dos fluidos. Estuda os fluidos sujeitos a forças externas que induzam movimento. Uma vez que os fluidos não apresentam resistência quando submetidos a forças de cisalhamento, a ação de forças externas, sejam forças de contato ou forças gravitacionais, induz movimento sobre fluidos ou parte de fluidos não contidos por recipientes (como a superfície dos oceanos e rios).

Hidrostática

05/12/2010

Introdução

Hidrostática é o ramo da Física que estuda a força exercida por e sobre líquidos em repouso. Este nome faz referência ao primeiro fluido estudado, a água, assim por razões históricas se mantém este nome. Fluido é uma substância que pode escoar facilmente, não tem forma própria e tem a capacidade de mudar de forma ao ser submetido à ação e pequenas forças. A palavra fluido pode designar tanto líquidos quanto gases. Ao estudar hidrostática é de suma importância falar de densidade, pressão, Princípio de Pascal, empuxo e o Princípio Fundamental da Hidrostática.

Densidade

Densidade (ou massa específica) de um corpo é a relação entre a massa do m e o volume do mesmo. 

A densidade informa se a substância do qual é feito um determinado corpo é mais ou menos compacta. Os corpos que possuem muita massa em pequeno volume, como é o caso do ouro e da platina, apresentam grande densidade. Já os corpos que possuem pequena massa em grande volume, como é o caso do isopor, apresentam pequena densidade. A unidade de densidade mais usada é 1g/cm3. Para a água temos que a sua densidade é igual a 1g/cm3, ou seja, 1cm3 de água tem massa de 1g. Apesar de esta unidade ser a mais usada, no SI (sistema Internacional de Unidades) a unidade de densidade é 1kg/m3.

Pressão

É a relação entre a força aplicada perpendicularmente sobre um corpo e a sua área sobre a qual ela atua. Matematicamente temos:

P= F/A

A unidade de pressão no SI é o newton por metro quadrado (N/m2), também chamado de pascal (Pa), em homenagem a Blaise Pascal,físico francês que estudou o funcionamento da prensa hidráulica.

Princípio Fundamental da Hidrostática

Também chamado de Princípio de Stevin, diz que:

“A diferença de pressão entre dois pontos do mesmo líquido é igual ao produto da massa específica (também chamada de densidade) pelo módulo da aceleração da gravidade local e pela diferença de profundidade entre os pontos considerados”

Onde d é a densidade do líquido, g é o módulo da aceleração da gravidade local e h é a diferença entre as profundidades dos pontos no mesmo líquido.

A partir do princípio de Stevin pode-se concluir que:

  • Pontos situados em um mesmo líquido e na mesma horizontal ficam sujeitos a mesma pressão; 
  • A pressão aumenta com o aumento da profundidade; 
  • A superfície livre dos líquidos em equilíbrio é horizontal.

Potência e Energia

05/12/2010

Potência

Dois carros saem da praia em direção a serra (h=600m). Um dos carros realiza a viagem em 1hora, o outro demora 2horas para chegar. Qual dos carros realizou maior trabalho?

Nenhum dos dois. O Trabalho foi exatamente o mesmo. Entretanto, o carro que andou mais rápido desenvolveu uma Potência maior.

A unidade de potência no SI é o watt (W).

Além do watt, usa-se com frequência as unidades:

1kW (1 quilowatt) = 1000W

1MW (1 megawatt) = 1000000W = 1000kW

1cv (1 cavalo-vapor) = 735W

1HP (1 horse-power) = 746W

 

Potência Média

Definimos a partir daí potência média relacionando o Trabalho com o tempo gasto para realizá-lo.

Potência Instantânea

Quando o tempo gasto for infinitamente pequeno teremos a potência instantânea.

 Exemplo:

Qual a potência média que um corpo desenvolve quando aplicada a ele uma força horizontal com intensidade igual a 12N, por um percurso de 30m, sendo que o tempo gasto para percorrê-lo foi 10s?

 E a potência instantânea no momento em que o corpo atingir 2m/s?

 Energia Mecânica

Energia é a capacidade de executar um trabalho.

Energia mecânica é aquela que acontece devido ao movimento dos corpos ou armazenada nos sistemas físicos.

Dentre as diversas energias conhecidas, as que veremos no estudo de dinâmica são:

  • Energia Cinética;
  • Energia Potencial Gravitacional;
  • Energia Potencial Elástica;

Energia Cinética

É a energia ligada ao movimento dos corpos. Resulta da transferência de energia do sistema que põe o corpo em movimento.

O Teorema da Energia Cinética (TEC) diz que:

“O trabalho da força resultante é medido pela variação da energia cinética.”

Exemplo:

Qual o trabalho realizado por um corpo de massa 10kg que inicia um percurso com velocidade 10m/s² até parar?

 Energia Potencial

Energia Potencial é a energia que pode ser armazenada em um sistema físico e tem a capacidade de ser transformada em energia cinética.

Conforme o corpo perde energia potencial ganha energia cinética ou vice-e-verso.

 Energia Potencial Gravitacional

 É a energia que corresponde ao trabalho que a força Peso realiza.

É obtido quando consideramos o deslocamento de um corpo na vertical, tendo como origem o nível de referência (solo, chão de uma sala, …).

 Enquanto o corpo cai vai ficando mais rápido, ou seja, ganha Energia Cinética, e como a altura diminui, perde Energia Potencial Gravitacional.

 Energia Potencial Elástica

 Corresponde ao trabalho que a força Elástica realiza. Como a força elástica é uma força variável. 

Trabalho

05/12/2010

Vimos no texto sobre energia cinética que podemos perceber a energia que um corpo possui quando este realiza trabalho. Na física o trabalho é o produto da força exercida sobre um corpo pelo deslocamento deste corpo na direção desta força, ou seja:
T= F.d.cosθ
onde:
T = trabalho realizado F= força d = distância percorrida (deslocamento do corpo)cosθ = cosseno do ângulo formado pela força e o deslocamento
Um homem levantando seu corpo utilizando uma barra é um bom exemplo de trabalho. A energia que gastamos ao levantar nosso corpo em uma barra, corresponde ao trabalho realizado pela força que nos ergue por certa distância.
(confira esta ilustração e várias outras, em alta resolução, no blog do amigo Tainan Rocha)
Sendo assim, trabalho é energia, ou seja, o trabalho é igual à variação de energia cinética de um corpo:
T = ΔEc
Logo, no SI as unidades de trabalho e energia são a mesma, o Joule (J).
Vamos, agora, resolver um exercício que envolva o conceito de trabalho:
Determine o trabalho de uma força constante de 300N a aplicada a um corpo de massa 30Kg. Sabendo que o deslocamento do corpo foi de 25 metros na mesma direção e sentido da força.
Resolução:
São dados do exercício:
F = 300N d = 25 m cosθ = 1 ( pois a força e o deslocamento têm a mesma direção e sentido)
logo, aplicando a equação do trabalho, temos:
T = F.d.cosθ
T = 300. 25.1
T = 7500 J

Principios Fundamentais de dinâmica

05/12/2010

Definição de Dinâmica

É a parte da Física que estuda a relação entre força e movimento. A essência desta parte da Física é estudar os movimentos dos corpos e suas causas, sem deixar de lado os conceitos de cinemática previamente estudados.
Cinemática: Ramo da Física que estuda os movimentos sem se preocupar com as suas causas.

O início do estudo da Dinâmica

O estudo da dinâmica teve início com Aristóteles por volta de 384 a.C. Aristóteles elaborou uma teoria na tentativa de explicar os movimentos dos corpos. Essa teoria permaneceu válida até a Idade Média, mais precisamente na época do Renascentismo. Foi no Renascentismo que a teoria foi reavaliada. Um dos vários aspectos desta lei dizia que um corpo só permaneceria em movimento se uma força continuasse a imprimir sobre ele uma determinada força. Anos mais tarde, Galileu Galilei realizou novos estudos sobre os movimentos dos corpos, estudos sobre o movimento uniformemente acelerado e o movimento do pêndulo, descobriu a lei do movimento e enunciou a lei da inércia. Em sua lei, Galileu dizia que a tendência natural dos corpos, na ausência de forças externas, é de se manterem em repouso ou em movimento retilíneo uniforme. Isto significa que pode existir movimento sem que exista a atuação de forças externas sobre o corpo. Por exemplo, um disco de hóquei lançado sobre uma superfície totalmente lisa e na ausência da resistência do ar, pode manter seu estado de movimento indefinidamente. As idéias de Galileu foram precursoras das Leis de Newton.

Isaac Newton e as leis do movimento.

Newton, cientista inglês mais reconhecido como físico e matemático, nascido no ano 1643, em Woolsthorpe, Inglaterra, desenvolveu as idéias de Galileu e publicou seus estudos na obra Princípios Matemáticos de Filosofia Natural, na qual ele descreveu seus estudos e descobertas na área da Gravitação Universal e enunciou as três leis fundamentais do movimento, nomeadas de Leis de Newton. As três leis são:

Princípio da Inércia ou Primeira Lei de Newton;
Princípio Fundamental da Dinâmica ou Segunda Lei de Newton;
Princípio da Ação e Reação ou Terceira Lei de Newton.

Movimentos Circulares

05/12/2010

O movimento circular uniforme (MCU) é o movimento no qual o corpo descreve trajetória circular, podendo ser uma circunferência ou um arco de circunferência. A velocidade escalar permanece constante durante todo o trajeto e a velocidade vetorial apresenta módulo constante, no entanto sua direção é variável. A aceleração tangencial é nula (at = 0), no entanto com a aceleração centrípeta não ocorre o mesmo, ou seja, a aceleração não é nula (ac ≠ 0). A direção da aceleração centrípeta, em cada ponto da trajetória, é perpendicular à velocidade vetorial, e aponta para o centro da trajetória. O módulo da aceleração centrípeta é escrito da seguinte forma: ac = v2/r, onde r é o raio da circunferência descrita pelo móvel.Força Centrípeta

Para que um móvel possa descrever o movimento circular uniforme é necessário que esteja atuando uma força sobre ele, de modo que faça com que ele mude de posição, pois se tal fato não ocorrer o móvel passaria a descrever um movimento retilíneo uniforme. Essa força tem o nome de força centrípeta, e matematicamente é descrita da seguinte forma:

Um corpo que descreve um movimento circular uniforme passa de tempo em tempo no mesmo ponto da trajetória, sempre com a mesma velocidade. Assim, podemos dizer que esse movimento é repetitivo, e pode ser chamado de movimento periódico. Nos movimentos periódicos existem dois conceitos muito importantes que são: freqüência e período.

Freqüência: é o número de voltas que o corpo efetua em um determinado tempo (f = 1/ T).

Período: é o tempo gasto para se completar um ciclo (T = 1/ f).

Ao observar a definição de período e de freqüência podemos dizer que o período é o inverso da freqüência.

Equações do Movimento Circular

As equações que determinam o movimento circular são as seguintes:

Posição angular: S = φ .R, onde R é o raio da circunferência.
Velocidade angular média: ωm = Δφ/Δt
Aceleração centrípeta: ac = v2/R, onde R é o raio da circunferência.

 

Fc = m. ac

Onde ac é a aceleração centrípeta, ac = v2/R. Substituindo na equação acima temos:

Fc = m. v2/R

A força centrípeta é sempre direcionada para o centro da circunferência. No cotidiano existem alguns exemplos de força centrípeta como a secadora de roupas e os satélites que ficam em órbita circular em torno do centro da Terra.

Vetores

05/12/2010

Grandezas Fisicas

      Grandeza Física é qualquer entidade física que pode ser medida.
      Na tabela abaixo mostramos alguns exemplos de Grandezas Físicas e suas respectivas unidades.

Grandeza Unidade Símbolo
comprimento metro m
massa quilograma kg
tempo segundo s

Grandezas Escalares:

      Chamamos de grandezas escalares aquelas que ficam completamente determinadas pelo valor numérico e pela unidade.
      Exemplos: Volume de um corpo, área de uma figura, massa, tempo, densidade,…….

Grandezas Vetoriais:

      São aquelas que além do valor numérico (módulo) e da unidade, necessita de direção e sentido.
      Exemplos: Velocidade de um corpo, Força, aceleração, Impulso,…


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Vetor:

      A forma para indicar uma grandeza vetorial é a utilização de um ente matemático chamado VETOR. Sua representação gráfica é feita através de um segmento orientado. Veja a figura abaixo:

Exemplo 01

      (F. M. Taubaté) Uma grandeza física vetorial fica perfeitamente definida quando dela se conhecem
a) valor numérico, desvio e unidade.
b) valor numérico, desvio, unidade e direção.
c) valor numérico, desvio, unidade e sentido.
d) valor numérico, unidade, direção e sentido.
e) desvio, direção, sentido e unidade.

Resp: d

Exemplo 02

      (U. E. Ponta Grossa) Quando dizemos que a velocidade de uma bola é de 20m/s, horizontal e para a direita, estamos definindo a velocidade como uma grandeza:
a) escalar.
b) algébrica.
c) linear.
d) vetorial.
e) n.d.a.

Solução

Resp: d

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Operações com Vetores

      Sejam dados os dois vetores abaixo, vamos mostrar como podem ser realizadas algumas operações.

Adição de Vetores:

Para efetuarmos a operação da adição;

poderemos utilizar dois processos como indicamos a seguir:

      Veja o exemplo a seguir como utilizar o conceito de vetor e a operação da adição vetorial.

Exemplo 03

      (Medicina Pouso Alegre) Uma pessoa para dar um passeio pela cidade, faz o seguinte percurso: sai de casa e anda 2 quarteirões para o norte; logo após, dobrar à esquerda ela anda mais 3 quarteirões para oeste, virando a seguir, novamente à esquerda e andando mais 2 quarteirões para o Sul. Sabendo que um quarteirão mede 100m, determine o deslocamento da pessoa.

Solução


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Determinação da Resultante

      O módulo da resultante pode ser calculado pela expressão matemática abaixo.

 

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Exemplo 04

      (PUC – SP) Os esquemas ao lado mostram um barco retirado de um rio por dois homens. Em (a) são usadas cordas que transmitem ao barco forças paralelas de intensidades F1 e F2. Em (b) são usadas cordas inclinadas de 90º que transmitem ao barco forças de intensidades iguais às anteriores.
      Sabe-se que, no caso (a), a força resultante transmitida ao barco tem intensidade 70kgf e que, no caso (b), tem intensidade de 50kgf. Nessas condições, determine os esforços desenvolvidos pelos dois homens.

Solução

 

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Exemplo 05

      Dois fios sustentam um quadro como mostramos na figura ao lado, onde a intensidade da tração em cada um deles é de T1=T2=20N. O ângulo entre os fios é de 120º. Determine a intensidade da força resultante sobre o prego fixado na parede que sustenta o quadro.

Solução


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Produto de um Número Real por um Vetor

Chama-se produto de um númeo real n por um vetor ao novo vetor:

Vetor Oposto.

      O vetor oposto é aquele que possui o mesmo módulo, a mesma direção e o sentido oposto. Veja a seguir um exemplo com o vetor e o seu respectivo oposto.

Subtração de Vetores.

      Agora que definimos o significado do vetor oposto podemos de uma forma mais simples mostrar como se realiza uma operação de subtração vetorial. Veja o nonsso exemplo a seguir:


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      Veja a seguir o que estamos dizendo:

      Podemos representar a operação feita acima, através de uma representação gráfica, como indicamos a seguir:

Decomposição de um Vetor.

Exemplo 06

      (Unifor – CE) Um gancho é puchado pela força , conforme a figura abaixo:
      Dados: sen= 0,80 ; cos= 0,60 )
      Determine a componente no eixo x da força


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Solução


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Exercício 01

      (Faap – SP) A intensidade da resultante entre duas forças concorrentes, perpendiculares entre si, é de 7,5N. Sendo a intensidade de uma força igual a 60N, calcule a intensidade da outra.

Exercício 02

     (Mack- SP) O vetor resultante da Soma de AB, BE E CA é:

Exercício 03

      (PUCC ) A soma de dois vetores ortogonais, isto é, perpendiculares entre si, um de módulo 12 e outro de módulo 16, terá módulo igual a:
a) 4
b) um valor compreendido entre 12 e 16,
c) 20,
d) 28,
e) um valor maior que 28.

Exercício 04

 

Respostas

1) 45N

2)d

3) c

Movimento Vertical no Vácuo

05/12/2010

Introdução

      Galileo Galilei demonstrou na sua famosa experiência na torre de Pisa que corpos de massas diferentes quando abandonados chegam ao chão ao mesmo tempo. Sabemos hoje que nas proximidades do Planeta qualquer corpo abandonado é atraído com uma aceleração constante.
     Essa aceleração, de mesmo valor para todos os corpos, é denominada aceleração normal da gravidade g e seu valor, a uma latitude de 45° e ao nível do mar vale aproximadamente 9,8 m/s2.

g = 9,80m/s2
      Esse tipo de movimento apresenta as seguintes propriedades:

  • A velocidade do corpo no ponto mais alto da trajetória (altura máxima) é zero, instantâneamente.
  • O tempo gasto na subida é igual ao na descida ( desde que ele saia de um ponto e retorne ao mesmo ponto).
  • A velocidade, num dado ponto da trajetória, tem os mesmos valores, em módulo, na subida e na descida.

Trajetória orientada para cima.

Trajetória orientada para baixo.


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      O sinal que obtivemos para a aceleração depende da orientação da trajetória, independentemente do fato de o corpo estar subindo ou descendo. Como na subida ou na descida os corpos possuem a mesma aceleração, todas as relações empregadas podem ser obtidas a partir das equações do M.U.V.

Exemplo 01

      Uma bola de basquete é lançada verticalmente para cima, a partir do solo, com uma velocidade inicial de 20m/s. Desprezando-se a resistência do ar e adotando-se g=10m/s2, determinar:
a) o tempo gasto pelo corpo para atingir a altura máxima;
b) a altura máxima atingida pelo corpo;
c) o tempo gasto pelo corpo para voltar ao solo;
d) o módulo da velocidade com que o corpo volta ao solo.

Solução

      Inicialmente vamos fazer uma figura que ilustre a descrição feita no problema.
 

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Exemplo 02

      Do alto de um prédio de 20m de altura, atira-se um corpo verticalmente para baixo com velocidade em módulo, igual a 15m/s. Desprezando-se a resistência do ar e adotando-se g=10m/s2, determinar:
a) o tempo de queda do corpo;
b) o módulo da velocidade ao atingir o solo.

Solução

 
 
 
 

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Exercício 01

      (FEI) Uma pedra é lançada verticalmente para cima, do alto de um edifício, com velocidade inicial de 19,6 m/s. Decorridos 6,0s do lançamento ela atinge o solo. Sendo constante a aceleração da gravidade e de módulo g= 9,8 m/s2, determine a altura do ponto de lançamento. Despreze a resistência do ar.

Exercício 02

      (Unicamp) Uma torneira, situada a uma altura de 1,0m acima do solo, pinga lentamente à razão de 3 gotas por minuto.
a) Com que velocidade uma gota atinge o solo ?
b) Que intervalo de tempo separa as batidas de 2 gotas consecutivas no solo ?
Considere, para simplificar, g=10m/s2.

Exercício 03

      (FAAP) Deixou-se cair, a partir do repouso, uma pedra em um abismo. O som do impacto da pedra no fundo do abismo é ouvido 11,6s depois do lançamento. Determine a profundidade do abismo, adotando que a velocidade do som é 340m/s. Desprezando a resistência do ar, adote g=10m/s2.

 
 

Respostas

1) 58,8m

2)
a) 4,5 m/s
b) 20s

3) 510m

Movimento Uniformemente Variável (M.U.V)

05/12/2010

Movimento Uniformemente Variado (M.U.V.)

Exemplo de MUV.

Definição

Consideremos três móveis: A, B e C, cujas velocidades escalares instantâneas estão representadas em função do tempo nos gráficos a seguir:

Móvel A:  Analisando o gráfico correspondente ao móvel A, nota-se que sua velocidade escalar é constante e igual a 30m/s. Então o movimento de A é uniforme, e por isso, sua aceleração escalar é constantemente nula.

Móvel B: Analisando o gráfico correspondente ao móvel B, nota-se que sua velocidade escalar varia com o tempo. Então o movimento de B é variado e conseqüentemente, sua aceleração escalar não é nula.

Móvel C: Com relação ao movimento de C, observa-se que sua velocidade escalar também varia com o tempo, tratando-se, portanto, de mais um movimento variado.

Os móveis B e C representam movimentos variados. Existe, porém, uma diferença marcante entre os dois: A velocidade escalar de C sofre variações iguais, em iguais intervalos de tempo, o que não ocorre com a velocidade escalar de B.

De fato, observamos nos gráficos que a velocidade escalar de B varia 5m/s no primeiro segundo, 10m/s no segundo, 13m/s no terceiro, 9m/s no quarto e 5m/s no último segundo, significando que a aceleração escalar de B é variável. Por outro lado vemos que a velocidade escalar de C varia sempre em 10m/s em cada segundo, o que significa que sua aceleração escalar é constante e igual a 10m/s². Por isso, o movimento variado de C é denominado uniformemente variado.

Movimento uniformemente variado (MUV) é aquele em que a aceleração escalar é constante e diferente de zero. Conseqüentemente, a velocidade escalar sofre variações iguais em intervalos de tempo iguais.

Representação gráfica da aceleração escalar em função do tempo

Sendo uma constante diferente de zero, a aceleração escalar é representada graficamente por uma das duas maneiras seguintes:

Observando que a aceleração escalar média de uma partícula em movimento uniformemente variado, calculada em qualquer intervalo de tempo, coincide com a aceleração escalar instantânea em qualquer instante, por ser esta igual em todos os instantes do movimento.

Assim, num MUV, temos:
am = a  (constante e diferente de zero)

Propriedade do gráfico da aceleração escalar em função do tempo.

No gráfico da aceleração escalar (a) em função do tempo (t) dado a seguir, calculemos a “área” A limitada pelo gráfico e pelo eixo dos tempos, entre os instantes t1 e t2

                   A = ∆t . a

Como           então   ∆t . a = ∆v

Assim: A = ∆v

Função horária da velocidade escalar instantânea

Podemos escrever:

v = v0 + a . t

Essas expressões fornecem a velocidade escalar v num instante t qualquer do movimento. Ela é, por isso, denominada função horária da velocidade escalar instantânea.
A função obtida é de primeiro grau em t.

Movimentos Uniformes

05/12/2010

Introdução

Imagine um carro se deslocando em uma estrada, mantendo o ponteiro do velocímetro sempre na mesma marca, por exemplo, a 60 km/h. Isso quer dizer que se o carro mantiver sempre essa velocidade, ele irá percorrer 60 km a cada 1 hora. Essa situação descrita acima é uma exemplificação do que chamamos de movimento uniforme. Definimos movimento uniforme como sendo aquele movimento que tem velocidade escalar constante em qualquer instante ou intervalo de tempo. Podemos dizer ainda que o móvel percorre distâncias iguais em intervalos de tempos iguais.

A função Horária do Movimento Uniforme

No movimento uniforme temos que a velocidade escalar é constante e coincide com a velocidade escalar média em qualquer instante ou intervalo de tempo. Matematicamente a velocidade escalar média pode ser expressa da seguinte forma:

Onde:

• ΔS é a variação de posição do móvel, ΔS = S – So;
• Δt é a variação do tempo, Δt = t – to.

Substituído ΔS e Δt na equação da velocidade descrita acima, temos:

Fazendo tempo inicial igual a zero, to= 0, temos a função horária do movimento uniforme.

S = So + Vt

Essa é uma função do primeiro grau e é chamada de função horária da posição. Através dela podemos determinar a posição de um móvel num determinado instante.

Encontro entre um móvel A e um Móvel B

Considere dois móveis A e B se movimentando em uma mesma trajetória simultaneamente em sentido opostos ou em mesmo sentido. O encontro entre o móvel A e o móvel B ocorrerá quando eles estiverem na mesma posição. Ou seja: Sa = Sb

Características do Movimento Uniforme

Como vimos inicialmente, o movimento uniforme é o movimento que possui velocidade constante, ou seja, ela não varia com o passar do tempo. Entretanto essa velocidade, apesar de ser constante, é diferente de zero, ou seja, ela pode assumir qualquer outro valor que não seja o zero.

Sendo a aceleração definida da seguinte forma:

E sabendo que no movimento uniforme a variação da velocidade é igual a zero, pois a velocidade final é igual à velocidade inicial, concluímos que a aceleração é constante e igual a zero.

Ao observamos atentamente os movimentos dos móveis no cotidiano vamos perceber que o movimento uniforme na realidade não existe, pois sempre é necessário aumentar ou diminuir a velocidade durante o trajeto até determinado local. Todos os móveis e até nós, os seres humanos fazemos quando, por exemplo, corremos para não chegar atrasado ao serviço. O movimento que retrata de forma clara os movimentos que ocorrem no cotidiano é o movimento uniformemente variado, o qual possui velocidade variável e aceleração constante.


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